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Torre de Moncorvo medieval

 As ruínas da vila velha de Santa Cruz situadas no topo de uma colina dominando o vale da Vilariça, conservam a memória de uma vila nova de fundação régia, que se deve às iniciativas do Rei D. Sancho I e que recebeu carta de foral de D. Sancho II em 1225. No extenso termo, que abrangia todo o Vale da Vilariça, estavam incluídas muitas outras comunidades. Durante a década de 1280, D. Dinis promoveu aqui uma importante reorganização, tendo-se deslocado à vila da Santa Cruz em finais de Novembro de 1281. No interior do termo desta vila, que parecia pecar por excessivo, promove a fundação de três novas vilas - Torre de Moncorvo, Vila Flor e Alfândega da Fé - entre as quais reparte aquele território. A vila velha da Santa Cruz despovoar-se-ia, e em meados do século XV só existiam as ruínas e a memória.

Torre de Moncorvo era ainda, em meados do século XIII, uma aldeia do termo da vila de Santa Cruz da Vilariça. Muito provavelmente em 1285 D. Dinis concedeu a Torre de Moncorvo uma carta de foral, que é a transcrição do foral concedido por Sancho II em 1225 à vila de Santa Cruz, ao mesmo tempo que lhe atribuía o termo daquela vila. Pouco depois, desmembraria deste termo toda a área mais setentrional para a conceder, primeiro, à sua nova vila de além Sabor, que baptiza com o nome de Vila Flor (1286) e, em seguida, a parte a oriente da Ribeira da Vilariça, à vila e castelo de Alfândega da Fé (1294). A elevação a vila e a reformulação urbana dionisinas obrigaram à procura de uma nova implantação onde, no interior de um muro de cerca de contorno alongado, foi estabelecido um traçado regular com três eixos longitudinais e diversas travessas perpendiculares. Junto da porta meridional, uma das três existentes, ergueu-se o castelo da vila que dominava o largo central (actual Praça da República), formado no exterior da porta sul, onde estiveram o pelourinho e a antiga Casa da Câmara, e de onde partiam os dois principais caminhos de saída que se transformaram nas duas ruas estruturadoras do arrabalde. Foi numa delas, a que tomava a direcção da barca do Douro, que se construiu a nova igreja matriz.

 

 

 

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